domingo, 17 de janeiro de 2021

Homenagem do ESCUTA a Ir. Mona Kelly


Mona Kelly! Nós aqui do Escuta – Espaço Cultural Frei Tito de Alencar, estamos te vendo no Céu, depois dessa tua passagem inserida na Casa Comum e em especial no Planalto do Pici em Fortaleza, onde somos testemunho do teu compromisso em defesa da libertação dos pobres e marginalizados desprovidos dos Direitos Humanos. Você foi guerreira ao reunir pessoas Sem Teto e enfrentar o poder do Estado na defesa pelo direito à moradia. A seu convite Eu Leonardo Sampaio e Lúcia Vasconcelos em 1990 estivemos reunidos com um grupo de pessoas na Igreja da Penha na Bela Vista, onde moravas, para conversarmos sobre a ocupação do terreno da Base Velha dos Americanos, no Bairro Pici. Lá fortalecemos a iniciativa de ocupar, e não tardou logo você pisou naquele chão com uma enxada na mão e fincou na terra, a terra esperada por tantas pessoas para assegurar a casa própria, ali com você estavam pessoas desprotegidas dos poderes constituídos. Sentimos naquele dia que não se tratava de uma estrangeira, mas uma habitante da terra com espírito humanitário e uma fé arraigada do Cristo Libertador, fazendo acontecer sua missão junto aos oprimidos e a construção do Reino de Deus aqui na Terra, o Reino de justiça, igualdade, equidade, amor e fraternidade.

A Mona nessa sua passagem terrestre deu testemunho de compromisso, deixando seu legado a ser seguido, razão pela qual temos a certeza da sua presença na infinidade do Universo junto às divindades sagradas.
A Ela e a sua Congregação nossa gratidão.

Irmã Mona presente, ontem, hoje e sempre!

Coordenação do Escuta 11/01/2021.







terça-feira, 5 de janeiro de 2021

31º Reisado do ESCUTA - Lúcia Vasconcelos fala sobre as mulheres no Reisado - 01.01.21

Sou Lúcia Vasconcelos, faço parte do Reisado do ESCUTA desde o primeiro dia. Começou na Comunidade Frei Tito e se juntou a outras Comunidades, na sua maioria de mulheres. Nesses 30 anos passados de Tiradas de Reis de rua em rua saudando as famílias de casa em casa que nunca deixaram de se manifestar fazendo suas doações. Aqui estou me referindo a primeira geração, com suas saias rodadas, avental vermelho, com lencinhos na cabeça e muito canto e alegria para oferecer. Hoje nem todas continuam, mas não posso deixar de respaldar: D. Ritinha Muniz, D. Livramento, D. Angélica, D. Rita Teixeira, D. Marina, Socorro, Carmosa, Hermínia, que sempre foram apoio total. A todas nossa gratidão.






Lúcia Vasconcelos agradece ao Grupo de Mulheres Brilho de Lua e às famílias do Reisado do ESCUTA - 05.01.21


A comemoração de Reis tem grande significado para nós do ESCUTA, pela memória de tantas pessoas que passaram e deram sua contribuição, como o Grupo de Mulheres Brilho da Lua, com o apoio de D. Franquinha Mesquita, Toinha, Nenéme Iracy.

Como é bonito de se ver tantas Brincantes se juntando aos jovens, tocando e cantando músicas alusivas dando brilho na Comunidade do Pici. Famílias que nos acompanharam em todos esse anos, como tocadores, cantores e cantoras. Família Corpi, família Roque, família Pereira de Jesus, família Ayres, família Souza.

Dia de Reis, dia da manifestação do menino Deus à humanidade, celebrada como Epifania, tornando-se Dia da Gratidão. Nossa gratidão a todos e a todas.




terça-feira, 15 de setembro de 2020

Oficina de dança do Toré com as crianças da Aldeia Afro-indígena Urbana do Pici - 10.09.20

 


Banquete Literário do ESCUTA com as crianças da Aldeia Urbana Afro-indígena do Pici. Cada criança trouxe uma coisa e partilhou: sucos, bombons, pipoca, chocolate em creme. Utilizamos máscaras e álcool em gel, como recomendado nesta época de pandemia. O primeiro momento foi a leitura partilhada do Cordel "A negra que não podia ser anjo", de autoria de Leonardo Sampaio, depois houve a dança do Toré e ao final o lanche partilhado a partir da ideia das crianças de comer em círculo sentadas no chão, com muita alegria e satisfação com o aprendizado.





quarta-feira, 26 de agosto de 2020

O ESCUTA e a Aldeia afro-indígena urbana.

 

A ideia de criar oficinas sobre a cultura indígena no Espaço Cultural Frei Tito de Alencar – ESCUTA tem inicio com a Comunidade Aldeia, formada por famílias que se auto reconhecem como povos afro-indígenas. A Aldeia fica localizada na Rua dos Monarcas, bairro Pici em Fortaleza. O Escuta sempre teve uma relação muito grande com essas famílias, as crianças sempre participam das atividades, principalmente com personagens do Pastoril. A surpresa foi numa conversa com a Neide e sua filha Alice, nos contaram que o local onde moram é conhecido por Aldeia, por organizarem suas moradias como os indígenas, com duas entradas uma pela Rua dos Monarcas e outra na Joaquim Manoel de Macedo e no centro do terreno ficam as casas. Após essa conversa com Lúcia Vasconcelos e Leonardo Sampaio resolvemos ir até lá em atividades de pandemia por conta do Coronavírus, numa parceria da ONG Diaconia. Reunimos em roda no centro a Aldeia, estávamos levando ali a colaboração de um cartão alimento para 20 famílias, com a finalidade de aliviar a fome, já que sabíamos da extrema pobreza e que estavam parados das atividades econômicas que geram renda, como: reciclagem, serviços de pedreiros, serventes, trabalhadoras domésticas e outros biscates.

            Na ocasião identificamos que as meninas dançarinas do Pastoril do ESCUTA já eram mães, ainda muito novas, pararam de estudar, mas com ânsia de voltar para sala de aula, dizia Alice, de dançar o Pastoril, mas a bebê de um mês tem que mamar, precisa de tempo exclusivo, as crianças e adolescentes que sempre frequentam o Escuta queriam saber o que iria ter lá que pudessem participar. Sem resposta levamos o desafio pra pós-pandemia.

Diante do desafio surgem as ideias de como ajudá-las, principalmente crianças e adolescentes, encarando que são afro-indígenas vivendo no espaço urbano, que gostam da cultura popular e têm o ESCUTA como referência. Partimos para ação, primeiro passo, recuperar as estruturas físicas do espaço, para dar condição de acolhê-las, segundo recuperar os instrumentos de percussão, violão, som, televisão, data show, mas para isso precisa recursos financeiros, aí lançamos a campanha, arrecadamos o que foi necessário para recuperar muros, pinturas, palco, banheiros, paredes externas e iluminação. A campanha está em curso, tem muito ainda o que recuperar e adquirir, em dinheiro seriam uns 15 mil reais, isso não inclui manutenção permanente.

Que bom, o ESCUTA já pode iniciar algo que não inclua instrumentos, pode ser a Biblioteca e o Banquete literário, que tem uma meta de leitura, produção de texto e edição de livros com a escrita do Banquete. Inclui aí leitura de textos, contação de histórias para as famílias das crianças e ouvir suas próprias histórias. Vimos que isso é possível, desde que tenhamos parcerias voluntárias ou de organizações que já trabalhem nessa linha, mas que respeite a linha pedagógica do ESCUTA, de combate a toda forma de exploração e se alinhe na construção de uma sociedade com equidade e o bem viver.

Dentro desse contexto, do que fazer veio a ideia de parceria com a Aldeia, montar oficinas com crianças e adolescentes sobre a cultura indígena e a formação de um grupo de dança do toré, que só precisa do maracá como instrumento e esse eu tenho vários que eu mesmo fiz com quenga de coco e semente de Pau Brasil e cabo de vassoura.

Fui à Aldeia e fiz o convite dia 25/08/2020, conversei com Alice e algumas crianças que pularam de alegria, marquei para as 16h e rapidamente chegaram 8 no ESCUTA, sob a coordenação da Alice com sua bebê nos braços. Apliquei a experiência do trabalho pedagógico que fiz na Escola Bergson Gurjão Farias onde trabalho. Lá formei um grupo de dança do Toré com as crianças, só bastei balançar o maracá elas apareceram, o ancestral ouviu e o corpo respondeu com o ritmo, a dança e a circularidade e chegamos a nos apresentar na Bienal do Livro.

Começamos com 8 crianças, não sabiam ainda o que ia acontecer, falaram seus nomes, conversamos sobre o cuidado com o coronavírus, o uso da máscara, depois o que conhecem sobre índios, uma falou em canibal, as demais dos costumes e alimentos coisas aprendidas na escola. Identificaram a Aldeia como lugar de afro-indígena, a Alice disse que foi sua avó que organizou a ocupação do terreno para todos morarem lá. Continuando, falei sobre o objetivo da parceria entre Escuta e Aldeia que é conhecermos melhor a cultura afro-indígena e formar um grupo de dança do Toré/Torem. A reação foi excelente, uma alegria só, mexeu com o ancestral. Comecei a ensinar a letra de duas músicas, depois falei sobre o instrumento musical, o maracá e mostrei uns que eu construí com quenga de coco que encontrava no chão lá na Escola, mostrei o ritmo e como tocar o maracá e cantar. Ao final estávamos todos/as felizes. Fizemos um calendário para nos encontrar terças e quintas dando continuidade às oficinas com a cultura indígena, para que a Aldeia se aproprie e incorpore a ancestralidade. A perspectiva é inserir também a ciranda para contemplar o afro-indígena.

 

 Músicas do Toré que darão sequência

 

1.    Quem deu esse nó

2.    Pisa ligeiro

3.    É Deus no céu

4.    O vento balança o mar

5.    Tava lá na mata

6.    Pisa na Jurema

7.    Oi pisa devagar

8.    O Jandê

9.    Água de manim.

 

Leonardo Sampaio - Coordenador Patrimonial do Espaço Cultural Frei Tito - ESCUTA.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019


Celebração das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) em 10 de Agosto de 1989 com o Pe. Luciano Furtado Sampaio em homenagem a Frei Tito de Alencar, com performance teatral representando a morte de Tito com o jovem Francisco, que hoje é o pároco da Igreja do Antônio Bezerra, fazendo parte da celebração a Área 4, que pertencia à paróquia do Bairro Antônio Bezerra, em Fortaleza-CE. A foto é no Espaço que se chamava Comunidade Frei Tito de Alencar que hoje se chama ESCUTA - Espaço Cultral Frei Tito de Alencar. Na foto estão as religiosas da Congregação do Coração Eucarístico, seminaristas do Seminário de Antônio Bezerra, Leonardo Sampaio, Leonardo Filho, Leandson Sampaio, Lúcia Vasconcelos, Silvia, Elenilce, Liduína, Marina, Dona Neném, Rita Muniz, Rita Teixeira, Dona Zilda, Dona Jovem, Euníce, Ivo, Beto e outros. Foto: Seu João Pereira.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Madrugada do dia 06/01, acabamos de receber a visita dos Santos Reis do Oriente em nossa casa, através do Reisado do Escuta. Todos anos esperamos a passagem deste cortejo, seja pelo vínculo de amizade, respeito e reciprocidade gerado ao longo do tempo, ou mesmo pelo fato de saberem que nesta casa mora pessoas ligadas as tradições, estudiosos, folcloristas, ou simplesmente admiradores desta tradição, estamos sempre no mapa de visitação das ações do Reisado escutino. 

Apesar de sempre me emocionar, desta vez foi bem diferente, talvez pelo fato de Fortaleza estar passando por transtornos na área de segurança pública, o que já seria muito arriscado num dia normal, imaginem nestes dias em que há uma guerra declarada de bandidos contra o Estado, não há como não comparar, guardadas as devidas proporções, com os sacrifícios que a Santa família fez, fugindo dos algozes que queriam a qualquer custo evitar o nascimento do Messias, eram dias difíceis e os três Reis Magos também arriscaram a própria vida para manterem em segredo o local de nascimento de Jesus. Mesmo assim não se contemplava o medo nos rostos daquelas pessoas, homens, mulheres, crianças, pelo contrário, tal qual os Reis Magos, o que podia se notar era a determinação no cumprimento do dever quase divino de levar o reisado de casa em casa e mostrar que mesmo diante das dificuldades interpostas a missão será cumprida, mostrar ao mundo que Cristo nasceu, e com ele a inesgotável esperança de que o amor vencerá sempre. O Reisado urbano do Escuta, mistura músicas tradicionais dos antigos reisados e músicas do cancioneiro popular cujo tema está ligado a esta tradição natalina, cujo ciclo encerra-se hoje dia 06/01.


VIVA O REISADO DO ESCUTA!

VIVA O MESSIAS!

VIVA OS SANTOS REIS DO ORIENTE!


Francisco Oliveira, Grupo Raízes Nordestinas.


Foto: João Paulo Roque.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Carta Político-Pedagógica do ESCUTA: orientações e reflexões para educadores e educadoras do Espaço Cultural Frei Tito de Alencar à luz da Educação Popular.

ESCUTA - Rua Noel Rosa, 150 - Pici - Fortaleza - Ceará - Brasil.

Levando em consideração que não há Educação neutra, como diz Paulo Freire, ou seja, todo processo educacional está sempre politicamente à serviço de ideologias libertadoras ou opressoras, nós do ESCUTA nos posicionamos junto às opções pedagógicas que buscam também a conscientização política das classes oprimidas como forma de libertação das ideologias das classes dominantes atuais, como forma de resistência a todos os modelos pedagógicos que reforçam direta ou indiretamente a exploração das classes oprimidas pelo Sistema Capitalista. Desse modo, a proposta Político-Pedagógica que o ESCUTA vem dando continuidade ao longo dos anos desde o seu início em 1980 está ligada a uma formação continuada que, à luz da atual conjuntura política dos Movimentos Sociais, visa no processo pedagógico com crianças, jovens, adultos ou idosos a tomada de posições políticas a favor e contra, como, por exemplo, a recusa da homofobia, do racismo, do machismo, do sexismo, contra a redução da maioridade penal e de qualquer forma de pena de morte e a favor da igualdade de gênero, dos movimentos LGBTs, da Reforma Agrária, da Economia Solidária, da liberdade de expressão, da liberdade religiosa, das Comunidades Indígenas e Quilombolas e de uma Ecologia e Economia que sejam sustentáveis etc.

Tendo em vista que a Educação Popular historicamente foi o primeiro momento em que a Educação passou a ser pensada a partir da perspectiva das experiências de vida do povo oprimido e não mais a partir das ideologias políticas opressoras das classes dominantes, optamos por construir desde o nosso início a Educação Popular – que se faz com o povo e não para o povo e, por isso, se diferencia de uma “educação populista” – como forma de abrir espaço educativo para uma formação que leve em consideração os saberes das classes populares, mas de forma crítica, unindo Arte e Cultura Popular em uma Política Pedagógica que busca a construção de valores como: a solidariedade, a igualdade, a fraternidade, a autonomia etc. Assim, em nossa formação Político-Pedagógica colocamo-nos contra qualquer Pedagogia que seja autoritária, pois buscamos construir uma Pedagogia Democrática, que preza também pela amorosidade e a horizontalidade, não havendo assim nenhum espaço para o autoritarismo e nenhuma hierarquia entre educadores(as) e educandos (as).

Neste sentido, entendemos que a Educação Popular é um combate à “educação bancária”, ou seja, a Educação Popular que buscamos, necessariamente, rompe com a hierarquia entre educadores(as) e educandos(as) que está presente nos modelos de educação opressores que de certa forma “depositam” os conteúdos nos(as) educandos(as) como se o(a) educador(a) fosse o(a) sabedor(a) de tudo e os(as) educandos(as) fossem meros “depósitos” de conteúdos. Assim, dentro da vivência Político-Pedagógica do ESCUTA, é preciso que haja sempre um rompimento com a “educação bancária” e o fortalecimento de uma proposta educacional que valorize também os saberes dos(as) educandos(as), os seus contextos de vida, as suas histórias, os seus conhecimentos, as suas sabedorias de vida e as suas “leituras de mundo”, como parte integrante do processo pedagógico libertador e sempre crítico das Pedagogias autoritárias.

Em nossas vivências Político-Pedagógicas no Espaço, à luz da Educação Popular, é preciso também que busquemos fomentar atividades Culturais que sejam uma forma de resistência à Invasão Cultural que muitas vezes nos é imposta pela Indústria Cultural através do cinema, da internet, da televisão, do rádio, das revistas, das músicas, das danças, do teatro etc. Ou seja, é preciso que nas nossas vivências Culturais e Pedagógicas no ESCUTA não nos deixemos levar pelos modismos produzidos pela Indústria Cultural criados para o consumismo que apenas fortalece o Capitalismo, de modo que é preciso que as nossas atividades Pedagógicas e Culturais fortaleçam a nossa Cultura Popular, dando espaço para as manifestações culturais populares, mas sempre de forma crítica, não aceitando todas as manifestações populares apenas por serem populares e sim levando em consideração todos os valores que defendemos ao longo dos anos, como modo de resistir aos invasores culturais que de forma massificante nos alienam e nos fazem consumir a cultura e os produtos massificados que não precisamos, sobretudo, dos países Imperialistas.

Como estamos ligados em nossas raízes à Teologia da Libertação, enquanto Comunidade Eclesial de Base (CEB) e temos em nosso nome o mártir cearense Frei Tito de Alencar, a nossa Política Pedagógica também envolve o engajamento e a responsabilidade ligados a uma Rede de diversos Movimentos Sociais que caminham juntos às causas libertárias de reivindicação política que historicamente estão conosco, como a Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), o Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI), o Grito dos Excluídos, o Curso de Verão, a Comunidade Margarida Alves do Pici, o Horto Raimunda Silva do Pici, a Capela de São Francisco da Entrada da Lua do Pici, o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDECA), o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), a Diaconia, a Anistia Internacional, a Rede de Educação Cidadã (RECID), o Espaço Ekobé da UECE, as Cirandas da Vida, a Articulação Nacional de Movimentos e Práticas em Educação Popular e Saúde (ANEPS), dentre outros. Ou seja, o nosso espaço pedagógico, artístico e cultural também está inserido em outros contextos políticos locais, nacionais e internacionais, de modo que as nossas lutas não podem ficar desligadas das outras lutas de outros Movimentos Sociais que também participamos direta ou indiretamente.

Neste horizonte, à luz também da Teologia da Libertação a qual nos inserimos, a Educação Popular busca a união entre Fé e Política, ou seja, uma espiritualidade Libertadora e Ecumênica, que não é excludente, mas, ao contrário, deve ser inclusiva. Em outras palavras, a espiritualidade em que o ESCUTA está inserido, apesar de ter raízes no cristianismo, não exclui as outras espiritualidades diferentes, sendo sempre aberta a outras formas de espiritualidade, sobretudo, do ponto de vista ético, como troca de saberes entre as diferenças, independentemente da religiosidade ou não a qual fazem parte as pessoas integrantes do Espaço. Dessa forma, do ponto de vista Ecumênico, o nosso posicionamento Político-Pedagógico é também um enfrentamento à intolerância religiosa, sobretudo, no contexto atual de intolerância em que vivemos.

E assim como Frei Tito, posicionamo-nos politicamente a favor do Socialismo Democrático, pois, tendo em vista que todos os modelos autoritários do Socialismo contradizem as nossas diretrizes, pautamo-nos a favor da Justiça Social e da Liberdade que inspiram o Socialismo, mas de forma crítica. É nesta perspectiva que o(a) Educador(a) Popular, no sentido freireano, é um(a) revolucionário(a), que busca a efetivação do Socialismo e da Liberdade, utilizando-se também da Educação Popular como processo da conscientização política em uma Pedagogia sempre engajada.

Enfim, com esta Carta nos situamos em qual contexto Político-Pedagógico estamos inseridos historicamente, ficando claro de que forma a Educação Popular se constrói no ESCUTA, buscando sempre o diálogo e a transparência em nossas ações, para que possamos construir uma sociedade mais ética, fraterna, solidária e mais envolvida com as questões políticas que nos cercam, também como forma de enfrentamento de todas as opressões, à luz da Educação Popular. Assim, como não há neutralidade na Educação, as nossas opções Político-Pedagógicas precisam estar sempre em constante busca da conscientização política em nossas atividades cotidianas, fomentando assim um espaço em que a Educação Popular seja vivenciada em nosso dia-a-dia e a consciência crítica seja sempre o nosso horizonte Político-Pedagógico.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Algumas canções populares que cantamos no nosso Reisado

Reisado do Grupo de Tradições Cearenses (GTC)


O dia da Festa de Santos Reis - Tim Maia


Cálix Bento - Ney Matogrosso


Estrela, Estrela - Maria Rita


Lapinha da Mata


Cálix Bento - Sérgio Reis


José - Rita Lee


Estrela, Estrela - Chico César


Cálix Bento - Milton Nascimento


Meu Reisado - Grupo ESCUTA


Reisado do ESCUTA


Estrela, Estrela - Vítor Ramil


Cálix Bento - Pena Branca e Xavantinho


Bandeira do Divino - Ivan Lins


Estrela, Estrela - Gal Costa


Cálix Bento - Pe. Fábio de Melo

Bandeira do Divino - Ivan Lins, Zizi Possi, Simone e Jorge Vercilo

Foto da primeira formação do Reisado do ESCUTA em 1990



terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A origem do Reisado e o Reisado do ESCUTA

Por: Leonardo Sampaio.


O Reisado tem origem na África, no Egito. As primeiras manifestações se deram em uma festa egípcia chamada de Festa do Sol Invencível, comemorada em 6 de janeiro e considerada uma festa profano-religiosa. Essa data, no calendário do catolicismo, é celebrado a Epifania, dia em que Jesus Cristo se manifesta a todos os povos.

Na tradição, essa data foi o dia que os Três Reis Magos do Oriente, Baltazar, Melchior e Gaspar (Mts 2), enquanto sábios, representando toda a humanidade daquela época, chegaram a Jerusalém para visitar o Menino Jesus e perguntaram ao Rei Herodes: "Onde está o Rei dos Judeus, recém-nascido? Vimos sua estrela e viemos adorá-lo". Traziam presentes para ofertar ao Menino Jesus: ouro, incenso e mirra, simbolizando a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei. Para os judeus, não poderia existir um Deus, que seja de todo o mundo. Herodes logo tramou, disse aos Magos, que ao retornarem dessem notícias sobre o Menino. Os Magos não retornaram com a informação e o Rei determinou que todos os meninos de Jerusalém com idade até dois anos, seriam mortos. Esse foi o primeiro atentado de morte contra Jesus Cristo e ele escapou.

Na Europa o dia 6 de janeiro passou a ser a data comemorativa católica mais importante do que o próprio Natal em 25 de dezembro, fixado como dia do nascimento de Jesus Cristo. E foi de lá que o Reisado chegou à América-Latina, através da Espanha e de Portugal. “Na Europa inteira é feriado no Dia de Reis”.

No Brasil, o Reisado foi trazido por Portugal e se espalhou pelas regiões com muitas variedades, se adaptando às diversas culturas dos povos de cada localidade. No Nordeste o Reisado vai se misturando às culturas afro-brasileira, indígenas e europeias que se juntam aos tambores e aos benditos ritmados pelo: zabumba, violão, ganzá, agogô, pandeiro e triângulo. São instrumentos utilizados em terreiros e igrejas cristãs, o que revela o encontro da Umbanda, do Candomblé, do catolicismo e o indígena.

No Pici, bairro de Fortaleza, até a década de 1980, o Reisado de porta em porta era “tirado” por grupos de jovens da Igreja Católica e por um grupo de pessoas negras, de terreiro, que migraram de Iguatu, no Ceará.

Na década de 1990, a Comunidade Eclesial de Base Frei Tito, transforma a Escolinha, em Espaço Cultural e vai pesquisar entre os moradores do Pici, o que conhecem de cultura popular. Dessa forma, foi encontrado o Reisado do interior do Ceará, adormecido no espaço urbano na mente e no coração das senhoras que viveram da infância e a juventude ouvindo e cantando músicas de reisado e foi por meio delas que nasceu o Reisado do ESCUTA – Espaço Cultural Frei Tito de Alencar, que completa 26 anos em 2016. O Reisado do ESCUTA criou forma própria com cores, ritmos e arranjos, hoje registrados em vídeos, livros e três CDs, além de jornais, canais de televisão, blogs e sites.
Festa de Santos Reis no ESCUTA

Para comemorar esse tempo histórico, no dia 06/01/2016 o ESCUTA tem uma programação iniciando às 19hs, com lançamento de um CD autoral, com a presença de Jairo de Carvalho e Elaine do CEBI-Centro de Estudo Bíblico e do Maracatu Solar, Pingo de Fortaleza cantor e fundador do Maracatu Solar, Eliane Brasileiro cantora e vocalista do mesmo Maracatu, Ângela Linhares cantora e fundadora do Canto em Cada Canto, Auri Pereira cantora que participou do CD Jogueiros, de produção ESCUTA e tem mais o Grupo de Percussão do ESCUTA composto por Luan Sampaio, Wendel Lima, Saulo Nicodemos, Deci Corpi, Leandson Sampaio, Fiuza Morais e Zé Augusto. Terá ainda a exposição de fotografias de Edvania Ayres, artista de artes visuais formando do IFCE e coordenadora cultural do ESCUTA. Haverá ainda a apresentação do Pastoril do ESCUTA coordenado pela pedagoga Karine Cabral. Coordenação e produção: João Paulo Roque, Edvania Ayres e Leonardo Sampaio. O evento acontece na sede do ESCUTA – Rua Noel Rosa, 150 – Pici.


Reisado do ESCUTA no Bairro Jóquei Clube 01.01.16

Reisado do ESCUTA na Com. Entrada da Lua do Pici - 04.01.16




quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Fotos do Banquete-Ensaio do Reisado - 30.12.15

Ensaio para o nosso 26º Reisado. Participaram: João Paulo, Herbert, Saulo, Leandson, Deci, Luan, José Augusto, Fiúza, Edvânia, Ana Luísa, Leonardo, Emilly, Júlia, Jairo Marques, Mateus Santos e Alan. - 30.12.15













quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Trecho do livro de Paulo Freire "Professora sim, tia não! - Cartas a quem ousa ensinar", de 1993.

“Outro testemunho que não deve faltar em nossas relações com os alunos é o da permanente disposição em favor da justiça, da liberdade, do direito de ser. A nossa entrega à defesa dos mais fracos, submetidos à exploração dos mais fortes. É importante, também, neste empenho de todos os dias, mostrar aos alunos como há boniteza na luta ética. Ética e estética se dão as mãos. Não se diga, porém, que em áreas de pobreza imensa, de carência profunda, essas coisas não podem ser feitas. As experiências que a professora Madalena F. Weffort viveu pessoalmente durante três anos numa favela de São Paulo, em que ela, mais do que em qualquer outro contexto, se tornou plenamente educadora e pedagoga, foram experiências em que isto foi possível. Em torno de suas experiências em contexto faltoso de tudo que nossa apreciação e o nosso saber de classe consideram indispensáveis, mas farto de muitos outros elementos que nosso saber de classe menospreza, ela prepara um livro. Nele, certamente, contará e analisará a estória de Carlinha de que, tendo falado em um texto meu, a reproduzo agora.

‘Rondando a escola, perambulando pelas ruas da vila, semi-nua, sujo na cara, que escondia sua beleza, alvo de zombaria das outras crianças e dos adultos também, vagava perdida e, o pior, perdida de si mesma, uma espécie de menina de ninguém.’

Um dia, disse-me Madalena, a avó da menina a procurou pedindo que recebesse a neta na escola, dizendo também que não poderia pagar a quota quase simbólica estabelecida pela direção popular da escola.

‘Não creio que haja problema com relação ao pagamento. Tenho, porém, uma exigência para poder aceitar Carlinha: que me chegue aqui limpa, banho tomado, com um mínimo de roupa. E que venha assim todos os dias e não só amanhã’, disse Madalena. A avó aceitou e prometeu que cumpriria. No dia seguinte Carlinha chegou à sala completamente mudada. Limpa, cara bonita, feições descobertas, confiante.

A limpeza, a cara livre das marcas do sujo, sublinhavam sua presença na sala. Carlinha começou a confiar nela mesma. A avó começou a acreditar também não só em Carlinha, mas nela igualmente. Carlinha se descobriu; a avó se redescobriu.

Uma apreciação ingênua diria que a intervenção da educadora teria sido pequeno-burguesa, elitista, alienada – afinal, como exigir de uma criança favelada que venha à escola de banho tomado?

Madalena, na verdade, cumpriu o seu dever de educadora progressista. Sua intervenção possibilitou à criança e à sua avó a conquista de um espaço – o de sua dignidade, no respeito dos outros. Amanhã será mais fácil a Carlinha se reconhecer também como membro de uma classe toda, a trabalhadora, em busca de melhores dias.

Sem intervenção democrática do educador ou da educadora, não há educação progressista.

Assim como foi possível à professora intervir nas questões ligadas à higiene do corpo que, por sua vez, se estendem à boniteza do corpo e à boniteza do mundo, de que resultou a descoberta de Carlinha e a redescoberta da avó, não há por que não se possa intervir nos problemas a que antes me referia.”

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

História e Geografia do Reisado do ESCUTA: uma experiência de Arte, Cultura e Educação Popular na periferia de Fortaleza – 1990-2015.

Primeira formação do nosso Reisado em 1990.


O Reisado do ESCUTA (Espaço Cultural Frei Tito de Alencar) é um Reisado urbano, na periferia de Fortaleza, vivenciado a partir das lembranças de memórias afetivas de vivências das manifestações das festividades natalinas no interior do Estado do Ceará. No ano de 1990, ao relembrar em uma conversa informal das senhoras da comunidade a época em que faziam a chamada “Tiração de Reis” nas suas cidades natal do interior do Ceará, como, por exemplo, Itapajé, Ibiapina, Itarema, Canindé, Trairi etc., houve a ideia de iniciar o Reisado nas madrugadas de porta-em-porta pelas ruas do Pici, cantando, tocando e dançando as músicas de Reisado da tradição da Cultura Popular cearense dos dias 02 a 06 de Janeiro, pedindo as oferendas ou esmolas, celebrando a Festa cristã em homenagem ao nascimento do Menino Jesus, lembrando o chamado “Dia da Gratidão”. Nesta trajetória, o que hoje é conhecido como “Reisado do ESCUTA” foi ganhando as suas características próprias, utilizando o mesmo figurino colorido desde o início que une a tradição portuguesa, africana, cigana e indígena, ganhando estilo próprio também as canções que, repassadas pela oralidade, ganharam sua tonalidade diferenciada, utilizando também outras canções populares, diferentemente de outros Reisados e que vai se mantendo a cada nova geração; 

Há outras manifestações de Reisado Popular, como, por exemplo, o Reisado de Caretas, o Reisado de Congo, o Reisado de Espadas etc., todos com as suas características próprias. Uma das singularidades características do Reisado do ESCUTA com as suas especificidades leva em conta, sobretudo, que ele é formado a partir de uma organização comunitária que historicamente preza pela Educação Popular. Desse modo, para além da mera representação da “Tirada de Reis” dentro da Cultura Popular, o Reisado do ESCUTA busca também fortalecer os valores da organização comunitária com a intergeracionalidade, junto com as crianças, jovens, adultos e idosos, mas também de forma crítica, levando em consideração que não há uma Educação neutra, pois todas tem um viés político-ideológico, como dizia Paulo Freire, de modo que a Cultura Popular esteja também a serviço do combate ao racismo, ao machismo, ao sexismo, à intolerância religiosa, à homofobia etc., prezando pelos valores dos Direitos Humanos no engajamento comunitário que se desenvolve também a partir do fazer artístico.

Assim, o Reisado do ESCUTA, que começou em Janeiro de 1990, teve a sua continuidade seguida a cada ano, renovando-se com as novas gerações que foram se formando ao longo dos anos enquanto que as pessoas mais antigas iam repassando para as mais novas o modo de fazer o Reisado na Comunidade, que é dividido geograficamente de acordo com cada área do chamado Grande Pici, onde, além da Comunidade da Fumaça, onde fica situado o ESCUTA, envolve também as subdivisões do bairro, como, por exemplo, a Comunidade da Entrada da Lua, a Comunidade Margarida Alves, a Comunidade do Feijão, o Beco Tranquilo, a Rua Vitória etc. e também em algumas casas no Bairro Jockey Clube, aonde moram alguns integrantes. Desse modo, o aprendizado com o Reisado foi sendo repassado a cada geração, formando uma fraternidade e uma grande amizade na Comunidade, que também fortalece o engajamento comunitário ao longo do ano.

Com as ofertas e os alimentos arrecadados nas madrugadas, a Comunidade Frei Tito faz o seu planejamento anual, que serve também para a manutenção do grupo com a manutenção dos instrumentos, a conservação dos figurinos etc. Ou seja, o Reisado, para além da manifestação cultural do período festivo natalino, amplia-se de forma pedagógica ao longo dos anos. O espetáculo algumas vezes apresentou-se em outros locais culturais da cidade, aparecendo também em matérias de TV e jornais, tendo também um CD amador gravado e repassado para outras comunidades que em alguns períodos também fizeram os seus Reisados. Em outras palavras, o que começou de forma espontânea, acabou por se tornar ao longo dos anos algo cada vez mais organizado, agregando grupos com lazer, prazer, alegria, fraternidade e amizade, ampliando o seu significado dentro da organização comunitária, trazendo valores e contribuindo com a formação humana individual e comunitária.

Em comemoração aos 25 anos do Reisado do ESCUTA, foi gravado também um CD com novas músicas em parceria com o Jairo de Carvalho e Elaine Vigianni do CEBI (Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos) e outros músicos da Cidade, como Pingo de Fortaleza, Eliahne Brasileiro, Inês Mapurunga e Descartes Gadelha. O novo CD, que foi produzido com o apoio da WM Cultural, foi gravado com a nova formação do Grupo de Música do ESCUTA, que se formou a partir das oficinas de percussão no ano de 2013, unindo gerações diferentes e que deu sequência com a formatação criada para o espetáculo de Bumba-meu-boi e do Pastoril, que também fazem parte da programação anual dos festejos da Cultura Popular realizados pelo ESCUTA.

A partir desta experiência informal iniciada em 1990, podemos observar diversos elementos de uma formação pedagógica vivencial repassada para várias gerações diferentes, unindo Arte, Religiosidade, Cultura Popular e Educação Popular, na medida em que há um processo educativo contínuo com aprendizado repassado, sobretudo, através da oralidade, com a formação cultural, na construção de valores como a solidariedade, a generosidade, a fraternidade e a igualdade, dentre outros, de modo que a vivência aberta de uma manifestação da Cultura Popular cearense pelas ruas da periferia de Fortaleza proporciona, além da alegria e da fraternidade envolvidas, também a possibilidade de aprendizado através da sensibilidade artística envolvida, ampliando afetos e ajudando a construir uma organização comunitária que se mantém durante outros períodos e não apenas durante a manifestação, sendo a vivência do Reisado do ESCUTA também uma formação para a vida. Neste horizonte, atuando na periferia de Fortaleza, o nosso Reisado é também uma continuação da luta de Frei Tito de Alencar, que tanto gostava da Cultura Popular cearense, pois Tito também apostava na Educação Popular como instrumento de luta na construção da boniteza e da alegria no mundo!

Músicas de Reisado do ESCUTA no CD "Jogueiros".

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Algumas letras de cânticos populares que cantamos no nosso Reisado.

Cântico de chegada

I
Meu senhor dono da casa
Minha senhora dona da casa
Abra a porta e ascenda a luz
Venha dar a santa esmola
Em nome de Jesus

II
Deus te salve oh casa Santa
Onde Deus fez a morada
Onde mora o cálix bento
E a hóstia consagrada

III
Oi de casa, oi de fora
Mãe Jeroma, quem esta aí?
É o cravo, é a rosa?
É a flor do bulgari

IV
Esta casa está bem feita
Só lhe falta o travessão
Viva o dono desta casa
Viva a dona desta casa
Com a sua obrigação


Não havendo manifestação na casa

I
Esta casa está bem feita
Por dentro, por fora não
Por dentro o cravo-de-rosa
Por fora manjericão

II
O sol entra pela porta
O luar pela janela
Estou aqui pela resposta
Não saio daqui sem ela


Ao acenderem a luz.

I
Vejo a luz se ascender
Vejo o chinelo arrastar
É alguém que vai sair
Alguma coisa ela vai dar
Alguma coisa ele vai dar

Agradecimentos

I
Agradeço a santa esmola
Que nos deu com alegria
Que Deus o abençoe
A você e sua família

II
Agradeço a sua oferta
Dada de bom coração
Para o ano aqui estaremos
Nesta mesma ocasião


Despedida

Eu já cheguei e vou saindo
Até logo gente de bem
Vamos embora desta casa
Até o ano que vem


Não aparecendo ninguém para dar oferta

I
Meu senhor dono da casa
Minha senhora dona da casa
Coração de pedra dura
Esta casa é tão bonita
Mas o dono é um pão duro


Quando há uma pequena esperança

I
Aqui estou em vossa porta
Põe a mão na fechadura
Estou esperando a resposta
Coração de pedra dura

II
Oi de casa, oi de fora.
Abra a porta, ascenda a luz
Venha ver os Santos Reis
Os Santos Reis do Oriente


Às famílias.

I
Esta casa esta bem feita
Do piso à cumeeira
Viva o dono desta casa
E a sua companheira

II
Esta família é tão bonita
Parece um jardim florido
Viva a dona desta casa
E também o seu marido

III
As famílias se reúnem
Em busca de liberdade
E acreditam na união
Formando comunidades



Músicas do Reisado do ESCUTA - 1990-2015

Primeira foto do nosso Reisado em 1990 no ESCUTA